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A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e' a associação regionalista mais antiga de Lisboa. Foi fundada por alvara' régio de 1905.09.23. E' uma Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
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Sede:
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq., 1000-081 Lisboa.
Tel. 217939311 Fax 217939198
e-mail: ctmad.lisboa@gmail.com
NPC 500788863
NIB 003500010001305153056

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2007.04.30
ENCONTRO DO NÚCLEO DE AMIGOS NATURAIS DE VILA MARIM (VILA REAL)

Pois é! Encontrámo-nos na Casa de Trás-os-Montes e alto Douro no dia um de Abril. Não foi mentira, foi verdade, mas até pareceu mentira, pois fomos muito poucos, menos do que esperava, pois na última hora um desmarcou e ainda telefonei para um casal que marcou, mas não consegui contactá-lo. Foi pena. Telefonei para outros que ficaram de dar uma resposta e não deram resposta nenhuma. Ao menos ficava-lhes bem dizerem que não podiam vir por isto ou por aquilo. A falar é que a gente se entende, não acham? Bem, por esta vez estão perdoados, mas para o próximo ano não será da mesma maneira.

Éramos perto de vinte pessoas. Da primeira vez que nos reunimos também foi  dia 1 de Abril e reunimos 72 pessoas. Foi um sucesso este número e deveríamos aumentar e não diminuir, assim pensávamos eu, o Augusto e o Luís que somos por intuição natural os congregadores da nossa gente. Até chegámos a pensar num restaurante com mais espaço, embora o objectivo principal fosse reunir à volta da Casa, de cuja Direcção fazemos parte, as gentes da nossa terra. Ilusões e sonhos megalómanos todos podemos tê-los, mas às vezes desfazem-se como castelos no ar. Desta vez alguém falhou, ou falhámos todos ao mesmo tempo. É claro que nem todos somos sócios da Casa, mas os que o são é para difundirem pelos outros que nos vamos reunir. É isto que eu peço que façam, logo que tomem conhecimento do nosso encontro. Valeu?

O encontro esteve bem. Cantou-se um pouco. Deram-se informações e matámos saudades uns dos outros. Prometemos encontrar-nos em Vila Marim lá para o Verão, quando for da festa anual. É uma boa ideia para eu me obrigar também a ir à festa, que, segundo me disseram, vai ter a presença  do Sr. Padre Luís Borga e então da minha.

Não desanimem, nem desistam das coisas boas da vida, sendo uma delas a certeza de estarmos vivos e nos conhecermos uns aos outros.
                                           


Posted at 06:58 by ntmad
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2007.04.23
SÍNTESE NOTICIOSA DE ABRIL 2007



OITO NOVOS PRODUTOS TRANSMONTANOS DISTINGUIDOS


A Comissão Europeia atribuiu o selo de qualidade IGT (Identificação Geográfica Protegida) a oito novos produtos transmontanos a saber: chouriça de carne, chouriço de abóbora, sangueira, salpicão, alheira, cordeiro, anho e batata, todos da região de Barroso/Montalegre. A candidatura foi apresentada pela Câmara de Montalegre e Cooperativa Agrícola, há cerca de seis anos, e só agora reconhecida. Existem na EU cerca de 750 produtos protegidos por esta legislação. Parabéns a Barroso e Montalegre por mais esta distinção que, por certo, vai favorecer o incremento comercial destes produtos regionais.


 

SABOR ? BARRAGEM,SIM;BARRAGEM,NÃO

 

Espera-se a todo o momento que a UE se decida pelo apoio, ou não apoio, financeiro à construção da barragem no Baixo Sabor.

Entretanto a questão continua a dividir opiniões. Os ambientalistas, que lutam pelo não, desceram o rio em canoa para mostrar que à preservação ambiental se podem juntar outras valências como, por exemplo, o turismo náutico. À demonstração, revelada pela fotografia, responderam as populações dizendo que ?deviam vir cá daqui a dois meses quando o rio não leva água nenhuma?.


 

PROVESENDE/SABROSA

 

A aldeia de Provesende, localizada no perímetro do Douro Vinhateiro - Património Mundial está sendo objecto de uma intervenção profunda na recuperação do seu património construído. Para prestigiar e publicitar a povoação, a Liga dos Amigos do Douro reuniu aqui a sua Assembleia Geral. Entre os presentes contavam-se pessoas muito conhecidas na região como António Cabral, Pires Cabral que apresentou uma conferência intitulada ?O Douro e a Literatura?, Miguel Cadilhe, Braga da Cruz, Ricardo Magalhães.


 

AFINAL, NÃO TINHAM CULPA

 

Noticiámos aqui no NTMAD, no ano transacto, que uma colónia destes simpáticos roedores conhecidos por ?ratos de cabrera? estava inviabilizando a construção da estrada entre Vimioso e Miranda do Douro, alternativa à actual EN218. O caso foi muito falado e até ridicularizado em conversas de rua e de café. Mas a verdade é como o azeite - vem sempre ao de cima. E a verdade é que os ratinhos não se opõem a nada. Apenas pedem que o novo traçado da estrada os não afecte muito na sua existência. Aliás não estão sozinhos. Também o lobo, a lontra e a algumas espécies de morcegos fazem parte da biodiversidade da zona e  correm igualmente perigo de extinção.

Afinal a razão por que a construção do troço a ligar Outeiro e  Vimioso está num impasse é outra. Segundo dizem, os autarcas não se entendem com a empresa pública Estradas de Portugal quanto ao traçado. Aos ratos de Cabrera pedimos desculpa.


 

VALPAÇOS ? LARGO DA FEIRA E ESTRADA NACIONAL 213


Encontram-se em fase final as obras de reabilitação do Largo da Feira. Transformou-se num espaço de lazer, com zona verde, jardim infantil, palco para espectáculos, espelho de água, inserido numa zona de grande comércio e movimento de pessoas. Um motivo suplementar para visitar e parar na cidade.

     

Tudo indica que as obras de beneficiação da estrada que liga Valpaços a Chaves vão começar neste mês de Abril. Uma das beneficiações previstas consiste na eliminação de algumas curvas.

Eu, que vivo cá longe, mentalmente visiono todas as curvas existentes e recordo incomodado o enjoo sofri, mesmo a conduzir, em certa ocasião. Desde muito jovem, ainda com o piso da estrada em macadame, eu suspirava pelo fim das curvas, sobretudo entre o Alto do Barracão e Chaves. É caso para dizer, com prudente antecipação: - Finalmente, os olhos verão o que o coração sonhou.

     

A IX edição da Feira do Folar aconteceu nos dias 30,31 de Março e 1 de Abril. Do êxito esperado ainda não temos confirmação, mas podemos afirmar com segurança que a Feira do Folar de Valpaços é um evento que cada ano que passa mais se afirma no plano regional. Em Lisboa, devido a anteriores eventos realizados em comum pela Câmara de Valpaços e pela CTMAD, o ?Folar de Valpaços? é bastante popular e procurado nesta época pascal.   Dessa popularidade têm beneficiado os produtores que expõem e vendem nas nossas festas, como aconteceu no passado dia 25.


 

NOVO CENTRO DE SAÚDE DE MACEDO DE CAVALEIROS

 

Abriu no dia 12 de Março e vem reforçar os equipamentos de saúde do concelho. Demorou dois anos a sua construção e os custos chegaram quase aos 2 milhões de ?.

 


NOTÍCIAS DE TRÁS-OS-MONTES LIDAS NO TELEMÓVEL

O jornal Nordeste, com sede em Bragança e um dos melhores semanários da imprensa regional, é o primeiro jornal transmontano a usar as novas tecnologias para colocar as suas notícias nos telemóveis. Basta aceder internet através de um PAD ou telemóvel e digitar http://www.jornalnordeste.com  Experimentem. Parabéns ao Jornal Nordeste.


 

FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO VINTE E SETE


Este festival começou no dia 27 de Março, em Vila Real, em homenagem a Miguel Torga, com a representação, em estreia, da peça ?Herbário-Miguel Torga, Diário I-XVI?, de João Pedro Vaz. Várias peças assentes nas obras do poeta e de outros autores serão representadas. Haverá feiras do livro, exposições, concertos. Até dia 27 de Abril, data do encerramento, serão realizados 46 espectáculos teatrais em Bragança, Vila Real, Chaves e Espinho.


 

A ESCOLA SECUNDÁRIA MIGUEL TORGA FESTEJA OS 20 ANOS


Ao festejar os 20 anos de idade, a Escola Secundária de Bragança homenageou o seu patrono. No auditório Paulo Quintela, a filha do escritor, Clara Rocha, fez uma conferência descrevendo as paisagens interiores do poeta. Na entrada principal da Escola foi descerrado pela Ministra da Educação um mural da autoria de Graça Morais  e dedicado a Miguel Torga. O painel apresenta a mulher, a natureza e os bichos, elementos sempre vivos na temática do grande poeta, como base da motivação artística.


 

VILA REAL RECUPERA CIRCUITO AUTOMÓVEL


A cidade ganhou, no passado não muito distante, o título de "capital do automobilismo". As corridas de automóveis e motos efectuadas no seu circuito atraíam à cidade, durante três dias, milhares de forasteiros, simples curiosos ou apaixonados pela velocidade e pelos automóveis. Ninguém na cidade e arredores ficava indiferente ao acontecimento. A importância das provas repercutia-se no estrangeiro. A maioria dos pilotos e máquinas vinha de fora. Depois, por razões de segurança ( o circuito, em parte do seu percurso, era urbano ) não foi possível tornear as dificuldades e as corridas acabaram. Estão agora de volta. No auditório do Teatro Municipal da cidade foi feita a apresentação oficial do ?Regresso do Circuito Automóvel de Vila Real? que será nos dias 5,6,7, de Outubro com várias provas pontuáveis para os Campeonatos Nacionais. A sementeira passada, cujas sementes o tempo não apodreceu, são a garantia do êxito adivinhado. Força, Vila Real!


 

MIRANDELA INAUGURA CASA DO F.C.DO PORTO E HOMENAGEA O TREINADOR JESUALDO FERREIRA


No dia 23 de Março, o Presidente do F.C.do Porto, Pinto da Costa, o treinador Jesualdo Ferreira e o guarda-redes Victor Baía estiveram em Mirandela para inaugurarem a  Casa dos adeptos portistas. O jogador Victor Baía foi convidado por ter na sua camisola de jogador o número 99 que corresponde à 99ª Casa do F.C.do Porto.


O evento foi aproveitado para a Câmara Municipal de Mirandela, em sessão solene, no Auditório do Centro Cultural, homenagear o treinador Jesualdo Ferreira, um filho da terra, nascido em Carvalhais.. O jantar com centenas de comensais foi servido no Parque de Exposições da Reginorde.


 

A HISTÓRIA DE UMA  RETROESCAVADORA


É uma máquina, com valor superior a 50.000 ?. E pesa largas toneladas. É propriedade do Sr. Tó do Lano, da Aldeia Nova, concelho de Montalegre. No ano passado, em Junho, a gigantesca máquina andava a operar em Vilela do Tâmega, concelho de Chaves, quando, por artes mágicas desapareceu num fim de semana. Autoridades e proprietário, durante meses e meses, procuraram em vão. O dono viu-se mesmo na necessidade de comprar outra máquina para continuar a laborar. Quando tudo parecia ter esquecido e nada o fazia prever, a Brigada de Investigação Criminal da GNR de Guimarães, encontrou-a, recentemente, em Vizela, com algumas alterações numéricas no registo e adaptações acessórias. O actual possuidor declarou tê-la comprado a um outro indivíduo, que ainda não foi identificado. Na nossa terra acontece cada coisa?


 

OUTRA HISTÓRIA ?TÍPICA? DA NOSSA TERRA


No dia 11 de Março, domingo, um natural da povoação de Campos/Boticas, em plena rua, sem qualquer motivo aparente puxou de uma pistola e atirou sobre um vizinho ferindo-o gravemente no pescoço. Desarmado, fugiu, sendo, posteriormente, preso pela GNR, na sua própria casa, onde se refugiara. À autoridade declarou que fizera aquilo por ter medo dele (da vítima), pois ?queria matar-me a mim e à minha família?. E, agora, imagine-se: os dois andavam zangados desde os tempos da escola primária. É preciso ser-se teimoso, ou transmontano, no seu pior?

 

 

PESSOAS

 


Bento Gonçalves

Foi o primeiro secretário-geral do Partido Comunista Português, eleito em 1929. Morreu a 11 de Setembro de 1942, no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, com 40 anos de idade. No dia 4 de Março, dia do aniversário, a sua memória foi homenageada na terra natal, Fiães/Montalegre, com uma cerimónia e um memorial em pedra.


 

Ana Maria Rodrigues


Este é o nome do novo comandante da secção de Chaves da Polícia de Segurança Pública. É a primeira mulher a assumir o comando da secção. É natural de Vila Real e vem transferida da secção de Bragança onde exercia igual função tendo-se distinguido no processo que conduziu ao encerramento da maioria das casas de alterne existentes na capital nordestina.


NTMAD deseja à Senhora Comissária boa sorte no desempenho da sua importante missão.

     

     

     

 

ECOS SOBRE

100 ANOS

Monografia Histórica da CTMAD

 

No número anterior de o NTMAD apresentámos uma súmula das apreciações positivas e negativas suscitadas pela publicação de os "100 Anos".


Deixemos as apreciações positivas, que se bastam a si próprias, e fixemos a atenção, por breves momentos, nas apreciações negativas.

Exiguidade e omissão são, em resumo, as insuficiências detectadas.  Visíveis a olho nu,  e, como tal, assumidas sem qualquer constrangimento, estas características são explicáveis e justificáveis.


A exiguidade resultou da ponderação feita pelo autor considerando a vontade expressa de não depender de eventual patrocinador e ainda dos meios financeiros disponíveis. A avaliação, atempadamente feita, conduziu a um plano cujo objectivo  terminou no propósito de escrever uma síntese histórica que servisse de guia para os associados conhecerem, no tempo presente, o passado da  sua Associação e fosse repositório de subsídios para estudos futuros. Por certo se pensou pequeno e a aventura ficou aquém da Trapobana, mas,  é verdade também, que em 100 anos de vida, no mar associativo da Casa, nunca se tinha conseguido navegar tão longe. 


As omissões denunciadas, como se adivinha nalgumas apreciações e pode ler-se noutras, centram-se no tratamento dado ao 4º período da história da Associação. Um período que abrange os últimos 15 anos da vida da Casa. Quinze anos! Uma adolescência promissora  aguardando o  tempo que lhe defina a  maturidade.


As omissões de que se fala não são omissões de factos relevantes, mas sim  exígua descrição deles "au vol d'oiseau"?. Estranha-se, igualmente, no período em causa o 4º - o anonimato de pessoas e instituições intervenientes  nos factos referenciados. 


A explicação para estas omissões encontra-se expressa no próprio livro. Cito:  Ao texto que seguidamente apresentamos e aos factos nele referidos falta a dimensão do tempo histórico, (  pág. 65 ). O autor limitou-se a praticar uma regra essencial e básica no exercício de "como fazer História". Ao contrário do relato, da revista ou reportagem jornalística, a História requer que sobre os factos e sua análise poise a "patine" do tempo.


O anonimato dos intervenientes, todos vivos e colaborantes, resultou da apreciação criteriosa do autor e são facilmente entendíveis as razões. A sensatez e a isenção requereu que se deixasse ao andar dos tempos a fermentação da verdade possível. O resto consta das crónicas e relatórios. 


Acrescente-se, como esclarecimento suplementar a informação de que a apresentação do 4º período, mesmo no modelo sumário que tomou, só aparece no livro para justificação do título 100 anos, que tardiamente foi escolhido. A opção arrastou  o corte de várias páginas já escritas e dedicadas ao 2º e 3º períodos.


Desde sempre, alimentei e mantenho a convicção de que, a seu tempo, acamada a poalha dispersa no ar, alguém virá e historiará este 4º período tão interessante e fecundo da história da nossa Casa. Numa antecipação de análise, o autor classificou-o de normalização, reabilitação e esperança. Conseguida a normalização, lançada a reabilitação, falta cumprir-se a esperança.


Dando por concluídos estes ?Ecos Sobre os 100 Anos?, resta-me  agradecer a todos quantos se pronunciaram sobre o livro, fazendo votos para que, no futuro, em novas edições ou novos trabalhos do género, sejam consideradas as advertências feitas. 

 

O autor de "100 Anos"

Armando Jorge e Silva

 

 

CONHEÇA A HISTÓRIA DA

CASA DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO ADQUIRINDO E LENDO O LIVRO

"100 ANOS"- Monografia Histórica

 

PALÁCIO DE MATEUS ? UMA MARAVILHA DE PORTUGAL

 

Nota Introdutória: Em Julho, num espectáculo transmitido do Estádio da Luz para todo o mundo, vão ser conhecidas as 7 Maravilhas do Mundo. Em simultâneo, também serão conhecidas as 7 Maravilhas de Portugal, escolhidas por votação. Entre as 25 candidatas já seleccionadas, a nossa região de Trás-os-Montes e Alto Douro tem uma representação. É o Palácio de Mateus.

 

Miguel Torga, em 1942, escreveu um texto famoso sobre a então Província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Chamou-lhe? Reino Maravilhoso?. O grande escritor conhecia bem a sua terra e sabia que existiam  nela múltiplas e variadas maravilhas.


Uma delas é o Palácio de Mateus.


Se o leitor tiver o bom gosto e feliz ideia de um dia visitar Vila Real  não se esqueça de dar um salto a Mateus.  É perto. Quatro quilómetros apenas do centro da cidade.


Para quê ?! Para se maravilhar. Para se encantar. Para contemplar  na obra humana o encontro das superiores manifestações do espírito conjugadas na harmonia das formas, no equilíbrio das proporções, na distribuição serena dos elementos naturais, na respiração calma da atmosfera envolvente. Vá. Leve tempo bastante para ocupar e a alma aberta para emocionar-se. Visitará um dos mais belos, dos mais notáveis, dos mais sumptuosos palácios do País. O ponto culminante da arquitectura civil barroca em Portugal. 


O Palácio, que na região chamam  Casa de Mateus, foi mandado construir pelo primeiro morgado de Mateus, António José Botelho Mourão, nos princípios do século XVIII.. A igreja, anexa ao Palácio, obra esbelta e com exuberante ornamentação barroca, é da iniciativa do filho e foi inaugurada em 1750.


O arquitecto, tudo o indica,  foi o italiano Nicolau Nasoni, o mesmo que concebeu a Torre dos Clérigos, no Porto, e arquitectou muitas outras obras civis e religiosas no Norte do País. No Solar de Mateus, Nazoni encontrou um dos momentos mais felizes da  criação artística. É a sua obra-prima.


O encanto e importância do Palácio de Mateus não vem apenas da imponência e equilíbrio harmonioso do edifício. Resulta ainda do rico acervo museológico; da composição e decoração dos interiores; da rica biblioteca onde pontifica a mais célebre edição dos Lusíadas; dos estágios e concertos internacionais de música barroca; do grande lago frontal com 200m2 , um espelho de água que reflecte e duplica as formosas  fachadas da residência e da igreja; dos belos e bem cuidados jardins traçados ao gosto do Palácio de Versalhes; do surpreendente e verdejante  túnel de cedros a recordar a vivência dos tempos áureos do romantismo; do frondoso arvoredo com árvores gigantes e outras raras; dos vastos e alinhados vinhedos participantes no prestígio internacional do vinho Mateus Rosé; dos bem tratados pomares que fornecem  matéria-prima para variadas e saborosas compotas frutíferas.


Por tudo isto, e sobretudo pelas emoções serenas que felicitam a vida, o Palácio de Mateus é, na verdade, uma maravilha. Candidato a ser eleito com mérito uma das sete maravilhas de Portugal.

      


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2007.04.19
A FESTA DO FOLAR DE 2007


Houve festa rija e com muita animação.

De princípio parecia que ia ser um falhanço, pois foi um dia com festas anunciadas por todo o lado, cada qual delas a mais envolvente e globalizada. Apercebi-me disso quando andei a dar uma volta por Lisboa com o rancho folclórico de Carrazedo de Montenegro, pois havia muitas ruas e avenidas cortadas ao trânsito. Todavia as coisas compuseram-se e muito bem. Pelo meio dia, quando cheguei com o rancho, já havia muita gente e depois foi o bonito e o melhor. Muitos produtos e do melhor que se faz e produz pelas nossas regiões. Os expositores do costume mais a Pastelaria e Folar de Chaves que veio pela 1ª vez e um vendedor de vinhos de Santa Marta de Penaguião.

Os grandes patrocinadores foram as Câmaras de Mirandela e Valpaços, que nos mandaram o Grupo de Cavaquinhos de Santiago de Mirandela, comandados pelo nosso distinto amigo Sr. Carvalho, que superaram todas as nossas expectativas e nos ressuscitaram em menos de nada a alma transmontana e nos recordaram os melhores momentos da vida passada nos incontáveis números do seu reportório. A Câmara de Valpaços ,que adoptou como afilhada a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, custeou as despesas da deslocação do Rancho de Carrazedo de Montenegro, que também nos encantou com a sua excelente actuação. Sem eles a festa seria muito mais simples e humilde. Parabéns e os nossos sinceros agradecimentos a todos. Bem hajam. Cabe também referir o Externato Marista de Lisboa, com a sua disponibilidade total para os nossos eventos, além da simpatia e do empenho para que tudo corra bem e sem sobressaltos. A Direcção toda, os irmãos e os funcionários que dsponibilizam para os diferentes serviços, D. Gracinda para o bar, para proporcionar um cafezinho aos aficionados desta tradicional bebida, e o Sr. Amâncio polivalente e sempre pronto para acudir às necessidades que se vão deparando. Já nos habituámos a eles e já nos entendemos todos bastante bem, e isto torna o caminho mais fácil para chegarmos onde queremos, que é agradar a gregos e a troianos, o que de facto veio a acontecer.


A festa durou até tarde. Depois da debandada do pessoal, por volta das vinte horas, foi o arrumar dos cestos, sempre um osso duro de roer e quase sempre a mesma gente, mas cabe-nos a felicidade de sentirmos que as pessoas se sentiram como se fosse na sua casa, e estavam todos contentes, uns porque se diverttiram, outros porque venderam tudo o que trouxeram e mais que fosse e outros porque fizeram o gosto ao pé durante quase toda a tarde. Valeu a pena.


No final houve muita gente que deu os parabéns à direcção, pela boa organização das coisas e pelo empenho posto em cada uma delas. Parece que a luz vai brilhando e iluminando a mente das pessoas, para que os transmontanodurienses não se sintam isolados nesta Lisboa anónima, onde a dispersão é característica evidente. Todos unidos seremos mais fortes e sentimos mais o peso das nossas responsabilidades e das nossas raízes. Quanto mais nos unirmos e mais nos empenharmos, mehores serão os resultados dos encontros e mais positivos os efeitos das nossas festas. Tivemos pela 1ª vez uma amostra dos Jogos tradicionais. Quase nem se deu por isso, mas houve mesmo. Para a próxima faremos mais publicidade ao facto, para haver mais participantes.


Posted at 18:26 by ntmad
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2007.04.11
ESTREIA DO GRUPO DE TEATRO DA CTMAD

Sonhar, afinal, é facil ou difícil ?

Em palavras emocionadas dizia o Sr. Fernando Marinho, no final do memorável espectáculo que constituiu a estreia oficial do nosso Grupo de Teatro, ter-se naquele momento concretizado o sonho, acalentado na sua juventude, de levar à cena uma representação teatral gerada no seio da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Depois de alguns atribulados adiamentos teve lugar, finalmente, no Auditório Carlos Paredes, uma vez mais amávelmente cedido pela Junta de Freguesia de Benfica, nos passados dias 2, 3 e 4 de Março, a realização de 3 espectáculos com a apresentação da peça, em 3 actos, "CASA DE PAIS". da autoria de Francisco Ventura.

A peça, escrita na Primavera de 1940, depois de subir àcena no Teatro D. Maria II, foi amplamente divulgada (incluindo pela televisão) e representada por inúmeros agrupamentos experimentais e de amadores, tendo sido escolhida para o arranque do nosso Grupo por ser lúdica e por ter sido considerada apropriada, quer pelas suas raízes populares, quer pela oportunidade do seu conteúdo e da sua mensagem.

O elenco foi todo ele generoso e esforçado e demonstrou qualidade superior para qquem só agora dá os primeiros passos na difícil arte de representação. Batamos, uma vez mais, as palmas a quem já nos agradeceu com vénias. Parabéns, pois, Mariana Barão, Emmanuelle Afonso, Margarida Rodrigues, Fátima Neto, Serafim Falcão, Amável de Sousa, José Brás e Carlos Miguel.

Dignas de nota constituem também as participações de Mariana Barão na "Cenografia", Lila Campos nos "Figurinos" e de Robert Fuchs nas "Luzes". Sem a sua desinteressada colaboração não teria sido possível criar um ambiente rural e patentear tão expressivamente o conflito geracional em que a peça se desenvolve. Outros ficam por nomear, o ponto, os montadores de cenários, a bilheteira, etc. Com a ajuda, também, desta desconhecida equipa de bastidores é imperioso dizer, agora, que valeu a pena e que a alma não foi pequena!

Será do mais elementar dever realçar o trabalho do encenador Fernando Marinho, um Faz - Tudo que esteve na génese, no lançamento e desenvolvimento do Grupo e que, seguramente, se deverá sentir recompensado de tantos esforços e canseiras. É que o trabalho produzido, de inegável qualidade, sustenta e impõe a sua continuação, através da divulgação da peça em outros espaços de maior dimensão, sejam citadinos ou rurais e em outras plateias de diversificada constituição.

Neste momento e para quem assistiu calma e descontraídamente ao espectáculo poderá ser levado a pensar quão fácil foi atingir este nível de produção. Mas perguntem a cada elemento do Grupo as dificuldades que tiveram que ser vencidas. Por isso, a pergunta inicial se deixa aqui repetida: sonhar, afinal, é fácil, ou difícil ?


Posted at 17:05 by ntmad
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2007.04.06
EDITORIAL DE ABRIL DE 2007

 

Caros Amigos e Associados!

 

Aí vem a Páscoa, já concretizada na CTMAD com a nossa festa do Folar e do Azeite, realizada nos Maristas, em Benfica, no último Domingo, dia 25 de Março, a qual, como bem viram os que lá se deslocaram – talvez umas mil pessoas - correu bem, não obstante as dificuldades de movimentos que o gratuito espaço suscita e os contratempos, compreensíveis, que uma festa desta natureza sempre comporta.

Temos consciência que o local não é o melhor, que as condições de higiene e conforto não são as mais agradáveis, mas, se tivermos em conta o carácter gratuito do espaço, assim como das entradas, e ainda a circunstancia de se realizar numa tarde, bem poderemos concluir que o espaço é bom, que a sua repetição se aconselha.

No entanto, não deixamos de alertar os associados que, não obstante o espaço ser gratuito, há o dever, por todas as razões e mais uma, de o deixar limpo e, como os dirigentes da Casa e os amigos que gratuitamente colaboram nas festas não são criados de ninguém, bem cuidado poderiam ter alguns dos visitantes do local que, sem se preocuparem com quem limpa, fazem tábua rasa das noções de higiene e compostura.

E, para os que fumam, bem mais cuidado devem ter, na próxima vez, para não atirarem com as beatas para o chão, nomeadamente na sala do Bar, que a Casa, para permitir um cafezinho e uma cavaqueira entre amigos, tem de pagar cerca de 60 a 70 euros à senhora que os serve.

 

Mas, como já disse, é tempo de Páscoa, de ir até à terra, comer o borrego/cabrito assado no forno, acompanhado de grelos/espigo(a)s de couve salteados, e do indispensável néctar, de preferência tinto e touriga nacional, com o que, mais umas noites de sono solto, reforçarão as baterias para o período que antecede as férias do Verão.

 

Para os mais exigentes, que de Trás-os-Montes e Alto Douro reclamam um período mais alongado a fim de o saborearem cada vez mais e melhor, sempre há o passeio turístico que a Casa realiza e que noutro local deste jornal se dá conta.

É tempo, pois, amigos e associados, de se inscreverem na excursão à Nossa Terra e de incitarem os amigos a acompanhá-los ao Reino Maravilhoso pois, segundo a preconizada ementa e beleza do circuito, não se arrependerão.

 

E já agora não se esqueçam que, no dia 18 de Maio, às 18.30 horas, o nosso grande e ilustre conterrâneo e associado da Casa, Professor Adriano Moreira, fará uma conferência sob o tema "Interioridade e Desafios para Portugal" que se realizará no Palácio Galveias – Biblioteca Municipal – ali mesmo ao lado, a que se seguirá um jantar volante, para os que se inscreverem, e durante o qual será descerrada na Galeria da CTMAD um quadro/retrato do ilustre Professor, da autoria do pintor António Afonso, de Bragança, que gratuitamente se propôs realizá-lo para a Casa.

Por isso, caros associados e amigos, boas razões há para ser associado da CTMAD e subidas razões temos para nesse como noutros dias virmos à Casa.

E agora, que temos elevador, já não há argumentos que justifiquem a ausência.

Venham, amigos e associados, para podermos dizer Bem Vindos à Vossa Casa!


Posted at 19:04 by ntmad
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2007.04.04
OS SABORES DA NOSSA TERRA

Que mal nos fez a ALHEIRA?

 

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Já nos habituámos à imprensa sensacionalista. Por vezes até duvidamos da própria notícia.

Todos nós ficámos perplexos com o trabalho publicado no dia 8 de Março no jornal Público com a sequência de título e subtítulo: "Qualidade das alheiras é preocupante em termos de segurança alimentar" e "Bactéria responsável por abortos espontâneos encontrada em 60 por cento dos lotes industriais analisado por cientistas portuguesas". A notícia assim apresentada leva-nos a pensar que estamos a assistir a terrorismo noticioso. É que para entender a totalidade da mensagem é necessário ler o artigo até ao fim. E, afinal, a bactéria encontrada é eliminada com a cozedura. Ora ninguém come alheiras cruas! Para quê o alarme dos títulos? É que mais grave, cinco dias depois, ainda um canal de TV emitia em notícia de rodapé os mesmos títulos.

Alguém que não gosta de alheiras? Ou uma distracção de escolha de títulos? Um jornal como o Público parece não precisar de utilizar estes meios sensacionalistas. Ou é para obrigar os leitores a lerem a totalidade da página?

A própria ASAE em declarações confirma "O estudo fundamenta-se em critérios da Irlanda e considera que as alheiras são produtos prontos a comer". "A verdade é que as alheiras são submetidas a um tratamento térmico antes de serem consumidas cruas. E a temperatura faz toda a diferença." Ainda bem que a ASAE nos tranquiliza.

Naturalmente assistimos depois à indignação dos produtores de alheiras, e de um modo geral, à dos Transmontanos. Alarmismos desnecessários e pouco educativos. A imprensa da Região reagiu e não só os produtores de Mirandela como os de Vinhais prestaram-se a dar declarações sobre a desinformação. Curioso é que não só a Região respondeu a esta ameaça como outros órgãos de comunicação de distribuição nacional, também não deixaram em claro este episódio. Apenas vou citar António Mega Ferreira que na sua Crónica da revista Visão de 15 de Março refere um telefonema durante o qual o seu interlocutor lhe perguntava: "Já viste, agora querem proibir as alheiras." E explica a calma que tentou transmitir sobre a questão. Mas não deixou de ir a correr comprar alheiras antes que algum "defensor", possivelmente atacado por excesso de zelo, viesse a retirá-las da circulação. Apraz-me registar que considera as alheiras transmontanas "indiscutivelmente, as melhores". Como este exemplo quantos não terão acontecido? Pobres das alheiras que continuam a ser um bom petisco e um bom prato, para consolo de muita gente.

Afinal o que dizia o relatório científico? Foi detectada uma bactéria, Listeria monocytogenes, que também se pode encontrar no leite, em queijos, e outros produtos alimentares. Acontece que a bactéria é eliminada por elevadas temperaturas. Portanto, cozinhando bem a alheira, a bactéria é morta.

Apetece sugerir que esta mensagem é que deveria estar contida nos títulos atrás referidos. Ou apenas "Os perigos da alheira mal cozida".

Neste aspecto tenho vontade, uma vez mais, quase de escrever um manifesto sobre a confecção da alheira. Ou melhor, sobre a forma de a prepararem nos restaurantes lisboetas.

Habitualmente servem-nos a alheira frita, à qual depois retiram a pele, acompanham com batata frita e ainda colocam um ovo estrelado. Ninguém em Trás-os-Montes come alheiras assim preparadas. Também não se comem, naturalmente, durante o Verão.

Fui habituado a comer a alheira, como prato principal, preparada em cima de uma frigideira sem gordura. A alheira é então picada e a sua própria gordura é expulsa. É essa gordura, e se vai mantendo na frigideira, que vai ajudar a cozinhar a alheira. Quando a alheira rebenta, e aqui está medo dos restaurantes que acham destruída a apresentação, é para mim um prazer pois aquela massa que se solta vai ficar estaladiça e constitui, para mim, o melhor da alheira. Depois sempre acompanhada com grelos. Ou cozidos, ou salteados com um pouco de azeite e alho.

Como petisco é só colocá-la sobre chapa grelhadora ou grelha em lareira, virá-la para cozer em toda a volta, e depois cortá-la aos pedaços.

Segundo o famoso Francisco Manuel Alves, o Abade de Baçal, a necessidade ajuda ao engenho, e fruto da perseguição que eram permanentemente alvo pela Inquisição, os judeus, "…não podendo estes comer carne de porco por imposição da sua fé, imaginaram um enchido, que, embora semelhante aos enchidos que por essa época eram o prato forte das gentes, não levasse a carne proibida." O Abade de Baçal chegou a designar a alheira como o chouriço judeu. Manuel Mendes, chamando-lhe chouriça da resistência, vem também referir a origem da alheira no século XV, produto da necessidade de judeus e cristãos novos fingirem consumir um enchido, mas sem carne de porco. A alheira conteria várias carnes incluindo muita caça. Aliás hoje em dia produzem-se alheiras, também, só de caça.

Esta ideia de associar o aparecimento da alheira aos judeus fixados próximo da zona raiana, para facilmente fugirem para Espanha, parece querer justificar a prática da alheira mais ajustada à terra fria transmontana. Durante os finais do século XV e princípios do século XVI, ser-lhes-ia permitido atravessar as fronteiras em sentido da perseguição de que seriam alvo, tendo as coroas, portuguesa e espanhola, toleradas as infiltrações. Os judeus eram trabalhadores, detentores de fortuna e comerciantes necessários.

Mas durante quanto tempo a alheira foi confeccionada sem carne de porco? A partir de quando iniciaram a introdução da carne de porco? Não dispomos de registos. No entanto, o meu amigo e conterrâneo Armando Fernandes prometeu para breve uma nova teoria para esclarecimento, ou maiores dúvidas, sobre a história da alheira. Será que nos vai convencer da lenda da alheira?

BOM APETITE!

 


Posted at 15:38 by ntmad
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2007.04.03
À MEMÓRIA DE CONSTANTINO, TRASMONTANO E REI DOS FLORISTAS! - 1ª Parte*

 

A Torre de Moncorvo de propósito fui para assistir a uma conferencia sobre o passado e a modernidade do burgo e, pelo amor que tenho aos livros, lá peguei num daqueles que as câmaras municipais fazem o favor de dispensar e cujo titulo dá por " Constantino Rei dos Floristas" da autoria da Ex.ma Dr.ª Júlia de Barros Biló, uma letrada e mui douta Moncorvense que, em Leiria, se a informação está actualizada, espalha didacticamente as pérolas do seu saber como, aliás, as obras de que é autora o demonstram.

 

E, graças ao estilo coloquial e alegremente comunicativo da autora, de um só fôlego li a história que desconhecia e, correspondendo aos seus anseios e porque na história há antepassados de pessoas da minha aldeia – Cardanha e de Adeganha, ambas do concelho de Moncorvo - aqui estou a tentar multiplicar a semente para que os associados da CTMAD e seus amigos, nomeadamente os que lerem esta pequena síntese, ficarem a saber quem foi Constantino, que dos floristas foi rei por essa Europa do século XIX.

 

Nasceu o nosso ilustre conterrâneo, em Alfandega da Fé, antes do dia 28 de Agosto de 1802 e, nesta data, baptizado foi com o nome de Constantino José Marques e, já adulto, viu reconhecida a sua paternidade cujos pais, segundo o assento de óbito de Percis – Pirinéus franceses – foram José Joaquim Marques Moutinho Lopes e Vicencia Luísa Victorina Banha de Melo.

Para infortúnio seu e não só foi depositado num cesto/açafate branco, como se da "roda" se tratasse, em casa do pároco da terra que aceitou, em pedido de confissão da avó materna, receber e guardar segredo sobre o nascituro que os caprichos da mãe natureza mais a vontade de dois temerários amantes conceberam. Sua mãe, uma mulher casada da nobreza da terra, com marido ausente e ele um jovem de 40 anos. E, para salvaguarda do bom casamento da adúltera mãe e evitar a sua desonroso falatório da terra, seu avô materno impôs, com mão de ferro, a predita solução, tão usual naqueles tempos.

 

Confrontado o padre com o recém-nascido, depressa descobriu a forma de se libertar do encargo e, para evitar devassas pessoais e outras, assim como o inevitável falatório, tão afim dos ainda medievos meios rurais, despachou o petiz para o Larinho, concelho de Torre de Moncorvo, onde contratou uma ama que amamentou o nosso herói em troca de uma retribuição paga por familiares que só o dito padre conhecia.

 

Aos três anos arrancado foi da mãe de função e, carregada de lágrimas por lhe tirarem o menino que tratado era como se filho fosse, foi o futuro rei Constantino atirado para casa de um comerciante de Alfandega da Fé onde aprendeu as primeiras letras e as lições do giro comercial que as feiras, de terra em terra, lhe davam e seu amo impunha.

 

Por indicação de suas não assumidas tias paternas, que nele viam retratado o mano progenitor, foi o jovem Constantino, com 16 anos, atirado como criadfo-grave para uma casa nobre e rica de Moncorvo onde depressa aprendeu os segredos da profissão e onde, pelo menos, hábil e graciosamente uma vez serviu sua mãe e seus avós sem que alguma vez o chegasse a saber e onde sentiu uma vibração telúrica que o arrebatou para uma insondável nostalgia ao ver sua desconhecida mãe desmaiar quando tão fixamente o observava.

Serviu noutras casas sem o empenho e o brilho que demonstrara na primeira e, ante a estampada e regular tristeza que chegou aos ouvidos das não assumidas tias, resolveram as suas protectoras encaminhá-lo para o Convento dos Franciscanos, ali junto a Moncorvo, no sopé da férrea serra do Reboredo, onde, com 17 anos, acabou por entrar.

 

O jovem, sem vocação para frade, depressa congeminou libertar-se do presídio e, com dezoito anos, decidiu uma noite, na companhia de seu amigo Diogo, abandonar o Convento para, em fuga até Viseu, se alistar como mancebo no Batalhão de Caçadores n.º 5 que havia aderido à revolução liberal.

Sem instrução militar e feito cabo de um dia para o outro, andou, durante dois anos em observações pela Beira, sempre à espera que chegassem os ordeiros e autoritários miguelistas nos quais Constantino via o exemplo a seguir.

 

Como o seu regimento não era miguelista e porque se dera a vila-francada que reconheceu D. Miguel como rei de Portugal embarcou para os Açores e ilha Terceira onde passou cinco anos.

Ali começou a fazer as primeiras flores que, para os altares das igrejas e capelas daquela e outras ilhas, vendidas eram por uma senhora de 57 anos, Brízida Maria Silveira Brasil, com quem, aos 22 anos, depois de tanto e interessado afecto e carinho, havia de vir a casar no dia 4 de Dezembro de 1824, na sé de Angra do Heroísmo e que depois vira partir quando ela completou 60 anos.

 

Com a chagada das tropas liberais à ilha e ordenada a substituição do seu regimento, regressou o leal Constantino a Lisboa e, ante a simpatia pelo suposto pulso firme de D. Miguel, alistou-se no seu movimento e foi promovido a sargento.

Com as sucessivas derrotas de D. Miguel, a mais estrondosa das quais foi a do Porto, no dia 29 de Setembro de 1832, e tomada de Lisboa pelos liberais, regressaram as tropas miguelistas a Lisboa com mais derrotas em Coimbra, Leiria e Asseiceira.

Perante tanto insucesso, sem ter eira nem beira nem família que o recebesse em Moncorvo, decidiu acompanhar a D. Miguel até Évora, onde, em 26 de Maio de 1826, assistiu à sua rendição pela Convenção de Évora-Monte e tomou conhecimento do seu imposto exílio para Génova, para onde embarcou no navio Stag na tarde de 1 de Junho seguinte.

D. Miguel, sem preocupações com os leais servidores que o haviam acompanhado até Génova, decidiu abandonar aquela cidade para, com o apoio papal, passar a viver em Roma.

Constantino, sem trabalho e recursos para sobreviver, passou um dia, esfomeado, por uma rua de Génova onde viria a descobrir a florista M.me Vieillard e, com gestos e algumas palavras, lá conseguiu transmitir que sabia fazer flores e precisava de trabalhar com o que arranjou o seu primeiro emprego civil remunerado.

A florista, estupefacta com a habilidade e requintado gosto com que Constantino demonstrou a sua primeira obra e embasbacada com a facilidade com que trabalhava as penas, depressa viu o artista a quem, augurando-lhe um futuro radioso, pouco depois, ensinou a preparação e mistura das tintas.

E, assim, o nosso Constantino começou a demonstrar a sua arte e tal era a beleza, graça, finura, fantasia e harmonia que transmitia ás suas flores que os seus clientes, só algum tempo depois da primeira observação, conseguiam distinguir as flores artificiais das naturais.

 

O prazer de fazer flores e a vontade de se tornar um artista consagrado levaram-no a pernoitar pacientemente na oficina descobrindo, em cada dia, novos motivos de combinadas flores e odores que causavam a admiração da sua patroa e clientes.

Depressa contagiou sua patroa e, volvidos seis meses, pediu-lhe para sair e ir para Paris à procura de novos motivos para sentir-se realizado como artista.

A patroa, não sem mágoa em ver partir o artista, recomenda-lhe, em Paris, Mestre Flamet e aconselhou-o a visitar as fábricas de tintas em Turim e Lyon o que de imediato fez.

Em Paris, em 13 de Dezembro 1834, apresentou-se ao dito Mestre que, apercebendo-se de onde vinha, de quem o recomendara – florista de conhecidas e requintadas exigências - depressa concluiu que se trataria de um bom artesão com o que de imediato o admitiu ao seu serviço.

E, assim, no dia seguinte, de malas e mais haveres se transferiu para casa de Mestre Flamet, onde, como aprendiz, passou a trabalhar e viver dormindo no quarto das traseiras da loja.

O patrão, de imediato, distribuiu-lhe o trabalho e indicou ao Sr. Constantin, nome pelo qual passou a ser designado e divulgado, uma mesa para o efeito ao que o nosso herói, com respeitosa licença, pediu dispensa e, em alternativa, do mesmo modo pediu para se sentar no chão, ao meio da oficina, o que constituiu admiração geral.

Mas, sentado no meio da oficina, de pernas cruzadas como se sentia bem, fazia rodopiar os seus poucos instrumentos e, às penas, ora as alisando ora as acariciando, como se amores-perfeitos parecessem, transmitia-lhes aquela inimitável beleza que confundia artistas e clientes.

E tanta foi a beleza, admiração e satisfação de mestre Flamet que, para gáudio de todos, expôs na montra da oficina o primeiro bouquet para que fosse admirado por todos.

 

Um tenente da Guarda Nacional que por ali passou, impressionado com a beleza e finura do bouquet, mandou reservar o ramo, não obstante o elevado preço pedido, a fim de a Guarda Nacional o oferecer à Rainha Dona Maria Amélia.

Mestre Flamet, impressionado com o destino do bouquet, exclamou para o nosso Constantino: - Se a rainha gostar você tem o futuro assegurado!

Dias depois, nova visita do sargento que levantara o bouquet a fazer nova encomenda de flores e a comunicar ao mestre Flamet que a Rainha mandava felicitações ao mestre Constantin.

 

Constantino, sem perder a emoção que aquela felicitação representava, começou a fazer planos à vida e, sem esquecer que ali seria sempre.



(*) Clique aqui para ler a 2ª parte deste artigo

 

     Clique aqui para ler a 3ª parte deste artigo


Posted at 18:04 by ntmad
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2007.03.27
PROXIMAS ACTIVIDADES DA CTMAD

  • 12 de Abril (quinta, 18 h 30 m) - Lançamento do livro "Um Tiro Na Bruma", de Manuel Cardoso, em Lisboa;
  • 14 de Abril (sábado, 13 h) - Almoço dos naturais de Chaves (marcação pelo telefone 217939311 ou telemóvel 938487755);
  • 17 de Abril (terça, 18 h 30 m) - Reunião do Conselho Regional;
  • 19 de Abril (quinta, 18 h 30 m) - Lançamento e apresentação, pelo Prof. Dr. Rosado Fernandes, do livro "A Bem Soada Gente", de Flávio Vara, na sede da CTMAD;
  • 23 de Abril (segunda, 20 h) - Jantar comemorativo do 25 de Abril (marcação pelo telefone 217939311).

Posted at 03:48 by ntmad
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2007.03.26
Perante centenas de pessoas, decorreu a Festa do Folar

 

Realizou-se no domingo passado, em Benfica, no Externato Marista de Lisboa, junto ao Alto dos Moinhos, a tradicional FESTA DO FOLAR, com exposição e venda de produtos regionais trasmontanos e realização de jogos tradicionais.

Houve merenda, com folar trasmontano, febras de porco, vinho e pão.

Para além do stand "Terraolea" da Câmara Municipal de Mirandela com produtos da terra, houve uma exposição sobre a Linha do Tua.

Actuaram o Grupo de Cavaquinhos de Mirandela, o Rancho Folclórico de Carrazedo de Montenegro e o Grupo Maranus, que animou a festa para um pézinho de Dança.


Posted at 07:42 by ntmad
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2007.03.24
IN MEMORIAM

por Amílcar M. Morais*

 

Ainda, há bem pouco tempo, fazia parte do grupo de trabalho que elaborou o programa preliminar do projecto da nova sede da CTMAD. Aceitara com entusiasmo integrar o grupo nomeado pela Direcção para o acompanhamento da construção da nova sede.

Nascido em Lisboa, há 64 anos, corria-lhe nas veias sangue trasmontano, de Vilas Boas, Vila Flor. Era arquitecto de reconhecida competência, bem patente nos projectos que elaborou do Centro de Estágios do Sporting Clube de Portugal, do Tribunal da Relação de Lisboa, da Pousada de Juventude de Beja e Delegação do Instituto Português da Juventude em Beja.

 

Foi na ceia de Natal que a notícia do seu desaparecimento chegou súbita e me cortou o pensamento com a conhecida poesia da morte de José Gomes Ferreira.

 

É com mágoa que a Direcção da CTMAD comunica o falecimento do Senhor Arquitecto Nuno Manuel Blanco Bártolo. Era o sócio nº3098.   

 

À família enlutada, a Direcção da CTMAD apresenta sentidas condolências.

________________________

* amilcar.morais@yahoo.com

 


Posted at 10:51 by ntmad
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